sexta-feira, 30 de março de 2012

WOODS PUB GOURMET



       No último ano, a região da Pampulha tem passado por consideráveis mudanças no conceito de opções noturnas. Se antes a variedade de oferta era pequena, agora os bares se preocupam em oferecer uma gastronomia mais refinada, mais opções de drinks ou uma rica carta de cerveja. Sem falar na variedade musical.
       E o Woods Pub Gourmet é um dos responsáveis por acreditar nesta mudança de conceito. Desde sua inauguração, a casa tem acreditado que o bom gosto gastronômico e musical pode ser acessível a todos. E principalmente, que o atendimento agradável e o clima de amizade criado entre proprietários, colaboradores e clientes, faz deste Pub, um espaço único na região.



quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

AQUI-Ó JAZZ JAM SESSION


TONINHO HORTA e CONVIDADOS

     Belo Horizonte sempre foi uma cidade representativa no cenário do jazz e da musica instrumental  no Brasil.  Nos anos 50, o baixista Paulo Horta, irmão de Toninho criou o Jazz Fã Clube. A partir das audições noturnas, o grupo desenvolveu o gosto pelo jazz, ouvindo as bigs bands americanas, cantores e instrumen-tistas, desde o “Be-Bop” criado pelos negros. A geração de músicos ao lado de Paulo Horta era composta por músicos Luizinho Carneiro, Delê, Valtinho, Chiquito Braga,  Aécio Flavio, Jairinho, Pascoal Meirelles, Hélvius Vilela, Ildeu Lino Soares e tantos outros.
     Estes instrumentistas sustentavam suas famílias tocando na noite de BH e no interior, fazendo bailes, horas dançantes, e até carnavais. Mas pelo menos uma vez por ano, eles se reuniam e promoviam festivais de jazz e bossa nova no Instituto de Educação, na Secretaria de Saúde e Assistência (hoje Minascentro) e no Fran-cisco Nunes, principal teatro da época. 
     Entre mostras e concursos, os festivais tinham como padrinhos, músicos e bandas vindas do eixo Rio - São Paulo, como Zimbo Trio, Tamba Trio, o saxofonista Vitor Assis Brasil e o pianista Guilherme Vaz. Orquestras mineiras foram criadas para estes eventos como a do Maestro Figo Seco, e do Maestro Peruzzi.
     Uma nova geração de instrumentistas viriam se juntar a eles: Wagner Tiso, Paulo Braga,  Nivaldo Ornelas e Milton Nascimento. Este encontro se deu na boate “Berimbau” do Edifício Maleta, centro de Belo Horizonte, reduto da boa musica e do jazz no final dos anos 60 - pré Clube da Esquina.
     Outros grandes nomes dessa geração eram: Hugo Luiz, Maestro Torres, Maestro José Guimarães, Getúlio,  Dino, Plínio, Washington, Pedro Mateus e Luizinho da Guitarra. A maioria desses músicos foram uma  grande  referência para o guitarrista mineiro Toninho Horta, que hoje tem carreira sólida no exterior. 
     Nas últimas décadas, desde os Festivais de Inverno de Ouro Preto há 30 anos, foram desenvolvidas inú-meras iniciativas para a divulgação da música de qualidade. Surgiram instrumentistas que ao mesmo  tempo são compositores e que desenvolvem suas carreiras gravando discos e se apresentando ao vivo.  São eles: Marcus Vianna, Túlio Mourão, Gilvan de Oliveira, Geraldo Vianna, Cleber Alves,  Juarez Moreira, Yuri Popoff, Chico Amaral, Celso Moreira, Beto Lopes e outros. 
  Hoje Minas Gerais é o estado onde mais se promove os  festivais de jazz no Brasil.  Vale a pena lembrar que o  I Seminário Brasileiro da Musica Instrumental, idealizado e organizado  por Toninho Horta e UFOP na cidade de Ouro Preto foi  marco na história da musica instrumental  em julho de 1986. Várias trabalhos  foram desenvolvidos a partir do intercâmbio e estudos práticos  e teóricos de musica, entre profissionais e estudantes de todo território brasileiro.
     A cidade de Belo Horizonte recebe todo mês artistas de fora, mas também  promove as pratas da casa.
     Para Toninho, “a prata” é “ouro”. O seu grande desejo atual é de dar um  suporte maior  aos  mantenedores desta corrente musical singular e de inspiração infinita, que é o jazz de qualidade que se faz em Belo Horizonte. 
     Toninho Horta é hoje o guitarrista brasileiro com mais atividade no cenário do jazz internacional,  com participações em festivais,  teatros e clubs, e ministrando workshops em escolas de musica e conservatórios. 
Por esta sua representatividade musical e cultural, além de sua intensa luta com a música de  qualidade e as futuras gerações de instrumentistas, com certeza este projeto dará um grande avanço na consolidação da música instrumental e do jazz que se faz em Belo Horizonte para o mundo. 

BAR 7 CUMES
Rua Alagoas, 1172
Savassi - Belo Horizonte (MG)
Telefone: (31) 9731-3356
08 de Junho - Quarta-feira
Jam session de 20h30 as 22h30

Assessoria de Imprensa:  
Luciana Braga 8742-9632
lubraga1@yahoo.com.br

Produção:
Terra dos Pássaros 
31-3463-6374

terça-feira, 15 de dezembro de 2009



Uma amostra do Marquinho Garcia, com o grupo Sambopers do guitarrista Noca Tourino, com quem já tive o prazer de me apresentar.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Toninho Horta




Guitarrista mor das nossas Minas Gerais, nada mais óbvio que começar as postagens de Músicos com o Toninho Horta. Fugindo da obviedade das biografias, facilmente encontradas na web, tenho algo de pessoal para compartilhar. Em 1986, sempre acompanhava uma amigo, Hélio Novaes (trumpestista) ao Mister Beef, onde ele se apresentava com o grupo do Paulo Horta e Gracinha Horta. Num desses dias, o tecladista Mestre Juquinha não pode comparecer e o Paulo ligou para o Toninho, chamando-o para dar uma canja. Que sorte a minha!!! Tive oportunidade de assitir, no palco, sentado de frente para a fera, uma verdadeira aula de guitarra (explico: nessa época ainda pensava em ser guitarrista). Cheguei a tocar, durante o intervalo (bem baixinho, prá ninguém escutar) com a Roland que ele estava usando. Mas a noite me reservava muito mais ! Durante uma execução de Manuel Audaz, vi o Paulinho chorando...de emoção...admiração...tantas coisas naquelas lágrimas...parecia saudades de algum tempo passado...aventuras com o Manuel Audaz! Testemunha solitária daquelas emoções, fui contagiado pelo clima que rolava naquela hora, que discretamente, enxuguei furtivas lágrima nos olhos.Foi realmente uma noite abençoada...pressed in my book of memories.

Esse vídeo, além da música maravilhosa, é o que achei com o melhor som de gravação!


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Curso de Piano Online


Este site disponibiliza várias lições de piano online. Os cursos estão a venda, mas, cadastrando-se, você recebe, via e-mail, várias lições.
Muito bom. Visitem o link abaixo.


Online Piano Lessons - Learn to play piano by ear

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Cantando Jazz em Belo Horizonte

Em 1996, depois de algum tempo com tendinite (LER), proveniente de trabalhos exaustivos no Banco do Brasil, e exageros no estudo de guitarra, com o incentivo de meu irmão, Afrânio Guimarães, comecei a cantar.
Aquelas músicas que eu gostava de improvisar, os standards, se tornaram meu repertó-rio básico, depois acrescido de novas músicas, sempre procurando pelo melhores composi-tores, sendo os meus preferidos Cole Porter, os irmãos Gerswhin, Duke Ellington, não esquecendo Irving Berlin, Kurt Weill, Richard/Rodgers e outro grandes da época de ouro do Jazz, as décadas de 30 e 40.
Outro fator que me levou para esse repertório - além de fã incondicional do jazz - foi o fato de perceber que ninguém estava cantando essa músicas na noite de Belo Horizonte, e eu queria ouvi-las, nem que fosse na minha própria voz.
Comecei meio descrente das minha possibilidades, somente dando canjas em apresentações do meu irmão, levando de uma forma meio amadora meu envolvimento com a música.
Isso se modificou depois, em 2001, quando produzi o evento "Jazzin" no Café Belas Artes, com direção da pianista Nilza Barcellos, que teve uma crítica altamente favorável do jornalista Augusto Duarte. A partir daí, comecei a encarar com mais seriedade, tentando me profis-sionalizar, assumindo os riscos e dificuldades de se trabalhar com arte no Brasil.
Essas dificuldades se mostraram maiores que eu esperava, tendo eu quase desistido da música, chegando a fazer apresentações com longos intervalos, de ano em ano, ou até ficando tres
anos sem cantar. Em um certo momento, a uns quatro anos atrás, quase jogando a toalha, fui convidado pelo baixista Ernesto Alvares para me integrar ao Jazz in Natura. Essa nova porta que se abriu me levou a novos contatos com músicos, apresentações na Status, no Festival de Jazz Paralelo de Ouro Preto e muitas coisas mais.
Aguarde novo capítulo.

domingo, 29 de novembro de 2009