segunda-feira, 11 de abril de 2016
Alegria É Guardada Em Cofres, Catedrais
Já fazia sete anos que Alaíde Costa estava longe de palcos e estúdios quando, em 1972, Milton Nascimento a convidou para um dueto em "Me Deixa em Paz" (Monsueto/ Airton Amorim). A gravação se tornou um dos destaques do LP "Clube da Esquina" e fez a carioca radicada em São Paulo ser acolhida por aqueles jovens mineiros, entre eles Toninho Horta. "A gente não sabia que se gostava tanto", diz o músico. Ele e Alaíde se reencontraram em 2011, por sugestão do produtor Geraldo Rocha, e o trio concebeu o disco "Alegria é Guardada em Cofres, Catedrais" –o título alude ao temperamento mineiro e foi retirado de "Aqui, Oh!", canção de Toninho e Fernando Brant.
Lançado agora, o disco funciona como celebração dos 80 anos da cantora, completados em 8 de dezembro. A voz pequena e delicada de Alaíde é acompanhada apenas por Toninho, ora ao violão, ora tocando guitarra. "Eu me sinto mais confortável dessa maneira. Não gosto de grandes grupos", diz ela.
Minas volta a ter um significado especial na sua carreira, pois é um momento em que ela, mais uma vez, vem sendo incentivada e produzida por gente mais jovem, como Geraldo Rocha e, em 2014, Thiago Marques Luiz, que realizou "Canções de Alaíde", álbum no qual a cantora interpretou apenas composições próprias. "As portas se abriram para mim de novo", conta.
O resultado é um trabalho de repertório quase todo mineiro. São criações de Toninho (cinco, incluindo "Beijo Partido"), Beto Guedes/ Ronaldo Bastos ("Sol de Primavera"), Flávio Venturini/ Murilo Antunes ("Nascente"), Milton Nascimento/ Fernando Brant ("Travessia", "Outubro").
"Não me preocupo em gravar essas músicas [conhecidas na voz de Milton]. São estilos completamente diferentes", afirma ela. O estilo de Alaíde, intimista, pediu um acompanhamento equivalente, muito distante dos primeiros registros das canções. "São arranjos mais leves, mais adequados à voz suave dela", sublinha Toninho, que participou de um projeto semelhante com Luciana Souza. "As cantoras gostam desse formato íntimo, acústico." Ele não é mero acompanhante. Abre o CD com a instrumental "Nos Tempos do Paulinho", dedicada a seu irmão, o músico Paulo Horta.
E a última faixa, exceção no repertório mineiro, é um pedido dele à cantora: "Sem Você" (Tom Jobim/ Vinicius de Moraes), música que ouviu na voz dela e no violão de Baden Powell em 1961, no disco "Alaíde, Joia Moderna".
O projeto vai para os palcos numa turnê que começa por São Paulo no fim de abril. E vira DVD em 2017: um documentário com cenas de estúdio e gravadas em Minas.
Luiz Fernando Vianna
DE ESPECIAL PARA A FOLHA
21/03/2016
Show "Alegria É Guardada Em Cofres, Catedrais"
Com Alaíde Costa e Toninho Horta
TEATRO BRADESCO
Rua da Bahia, 2.244
Lourdes - Belo Horizonte (MG)
Telefone: (31) 3516-1027
22 de abril
21 h.
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
JAZZ COM CACHAÇA
26/11/2015
Tulio Araújo e convidados
Magno Alexandre e Beto Lopes
CLUBE MINEIRO DA CACHAÇA
Rua Mármore, 373Santa Tereza – Belo horizonte (MG)
Telefone: (31)2515-7149
domingo, 10 de agosto de 2014
Encontro Minas na MPB chega à 10ª edição
O Encontro contribui desde 2005 para o resgate do verdadeiro significado da música e já abriu janelas para 100 compositores mineiros e de outros estados
2014 é o ano que marca a 10ª edição do Encontro Minas na MPB. Tendo como cenário a Praça da Liberdade, entre os dias 15 e 16 de Agosto, às 20h30, dez artistas apresentarão canções de própria autoria para celebrar uma década de união em torno da valorização de compositores, intérpretes e instrumentistas mineiros e também de outros estados. Desta vez, o Encontro acontecerá durante o Festival Internacional Andando de Bem Com a Vida (ABC VIDA), que também completa dez anos de existência, em prol da qualidade de vida do planeta terra e seus habitantes.
Desde o início de sua realização até o momento, 90 compositores já passaram pelos palcos do evento, tais como: Fernado Brant, Tavinho Moura, Chico Lobo, Renato Motha e Patrícia Lobato, Tambolelê, Sérgio Moreira, Affonsinho, Cláudio Venturini, Fernando Muzzi, Wilson Sideral, Patrícia Amaral, Toninho Horta, Amaranto, Telo Borges, dentre outros. Agora é a vez de Alexandre Mestiço, Luiz Rosa, Luiz Salgado, Marcelo Morais, Mônica Dalmázio, Carter, Dannier Copertine, Gilberto Mauro, Laiza Moraes e Nen Viana se revelarem no tradicional Encontro Minas na MPB, que neste ano chega à casa dos 100 artistas e já faz parte do calendário cultural do Estado.
O Encontro nasceu de um projeto criado pelo cantor e compositor mineiro Zé Teixeira, em 2005. Zé Teixeira é cantor, compositor, graduado em Educação Artística com habilitação em música e produtor cultural. Natural de Água Boa, Minas Gerais, possui uma trajetória marcada pela sua participação em diversas entidades e movimentos culturais, sociais e ambientais no estado de Minas Gerais. Dentre os inúmeros Festivais dos quais participou, foi consagrado pelo Festival da Rede Globo, em 1996. Possui dois CDs autorais: Viverdenovo e Irreverência; e um contendo também músicas de outros artistas: Alquimista (este também em formato DVD). É autor também de outros projetos como: “Viva a Voz da Nossa Arte”; “Em’Cantos de BH”, que pretende se desdobrar em “Em’Cantos de Minas”, e posteriormente “Em’Cantos do Brasil”; “A Música de Minas” e “Folclore Brasileiro nas Escolas”. www.zeteixeira.com.br. Além de Zé Teixeira, Néia França, Paulo Lacerda, Waldir Cunha e Beto Lino fazem parte do time de organizadores do evento.
Uma década de empreendimento merece uma celebração especial. Esse é o símbolo de um recomeço, já que o número nove representa o fechamento de um ciclo e o número dez representa o marco zero de um novo decênio. Há muito para comemorar, refletir, apreciar, cantar e contribuir para o resgate do verdadeiro significado da música, a exemplo das palavras de Beethoven, no início da sua Missa Solene: “Do coração ela veio, ao coração se dirige.”
Serviço: Encontro Minas na MPB – 10ª edição
Datas: 15/08 (sexta-feira) e 16/08 (sábado)
Horário: 20:30 horas
Local: Praça da Liberdade (Praça da Liberdade, s/ nº, bairro Funcionários)
Entrada: 1 kg de alimento não perecível. Troca antecipada de ingressos
Loja Trem Azul (Av. Álvares Cabral, 373, Centro - 3222-7666)
Informações: 9105-4376 (Paulo Lacerda) e 9889-2706 (Néia França)
Assessoria de imprensa: Ana Carolina (31) 8798-4647
Apresentações de 15/08: Alexandre Mestiço, Luiz Rosa, Luiz Salgado, Marcelo Morais e Mônica Dalmázio
Apresentações de 16/08: Carter, Dannier Copertine, Gilberto Mauro, Laiza Moraes e Nen Viana
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Musical Center
Musical Center está no mercado há mais de 15 anos oferecendo cursos na área da música e agora possui uma completa loja, para atender às necessidades de músicos amadores e profissionais.
Inaugurando a nova filial, situada na Avenida Padre Pedro Pinto, 1.089 - Venda Nova - BH.
Inaugurando a nova filial, situada na Avenida Padre Pedro Pinto, 1.089 - Venda Nova - BH.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
[1º FESTIVAL INSTRUMENTAL LINHA DE FRENTE - BH]
Olá Jazz Clube BH!
Acontecerá nos dias 28 e 29 de Agosto o 1º Festival Instrumental Linda de Frente edição Belo Horizonte-MG que contará com a participação de vários músicos do estado Brasileiro! Todos em sintômia perfeita para nossa apreciação!
JUAREZ MOREIRA é presença confirmada!!
O Festival acontecerá na PRO-MUSIC a partir das 17h30m.
Segue abaixo o fly informativo do evento:
Abraços!
terça-feira, 30 de abril de 2013
Galeria Arte e Gastronomia
O Galeria Arte e Gastronomia traz para a Savassi o
premiado conceito “Quality Self Service” com produtos
cuidadosamente selecionados e finamente elaborados,
harmonizando baixas calorias com a riqueza das proteínas,
realçando todo seu sabor.
A arte a e cultura fazem parte da história da Savassi.
O Galeria vem reforçar, com a gastronomia, essa tradição,
apoiando a Esquina da Arte, artistas locais e a música
Mineira.
No Galeria, além de um ótimo buffet, você encontra à
venda obras de arte de artistas locais.
Seguindo a tendência mundial de trabalho e diversão,
o Galeria criou o Happy Hour Executivo. Nele você pode
desfrutar de arte música e comida de qualidade no
ambiente mais agradável do coração da Savassi.
Toda semana, o Galeria oferece eventos artísticos e
shows, no requinte do coração da Savassi.
Integrou-se ao Movimento Arte na Praça, com apre-
sentação de variados estilos musicais.
Veja a programação de Jazz na página GALERIA JAZZ
GALERIA ARTE E GASTRONOMIA
Rua Pernambuco, 1296
Savassi - Belo Horizonte (MG)
Telefone: (31) 3227-2629
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03 de Julho - Quarta-feira às 21:30 h.
Atlético x Newell’s Old Boys e ainda aproveite da rodada dupla de chopp.
MOVIMENTO ARTE NA PRAÇA
Sábado - 06 de Julho - 18 h.
SANTIAGO BLUES
Diego Santiago, Thiago Cruz, Thiago da Gaita, Rafael Elói e Ricardo Elias
sexta-feira, 30 de março de 2012
WOODS PUB GOURMET
No último ano, a região da Pampulha tem passado por consideráveis mudanças no conceito de opções noturnas. Se antes a variedade de oferta era pequena, agora os bares se preocupam em oferecer uma gastronomia mais refinada, mais opções de drinks ou uma rica carta de cerveja. Sem falar na variedade musical.
E o Woods Pub Gourmet é um dos responsáveis por acreditar nesta mudança de conceito. Desde sua inauguração, a casa tem acreditado que o bom gosto gastronômico e musical pode ser acessível a todos. E principalmente, que o atendimento agradável e o clima de amizade criado entre proprietários, colaboradores e clientes, faz deste Pub, um espaço único na região.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
AQUI-Ó JAZZ JAM SESSION
TONINHO HORTA e CONVIDADOS
Belo Horizonte sempre foi uma cidade representativa no cenário do jazz e da musica instrumental no Brasil. Nos anos 50, o baixista Paulo Horta, irmão de Toninho criou o Jazz Fã Clube. A partir das audições noturnas, o grupo desenvolveu o gosto pelo jazz, ouvindo as bigs bands americanas, cantores e instrumen-tistas, desde o “Be-Bop” criado pelos negros. A geração de músicos ao lado de Paulo Horta era composta por músicos Luizinho Carneiro, Delê, Valtinho, Chiquito Braga, Aécio Flavio, Jairinho, Pascoal Meirelles, Hélvius Vilela, Ildeu Lino Soares e tantos outros.
Estes instrumentistas sustentavam suas famílias tocando na noite de BH e no interior, fazendo bailes, horas dançantes, e até carnavais. Mas pelo menos uma vez por ano, eles se reuniam e promoviam festivais de jazz e bossa nova no Instituto de Educação, na Secretaria de Saúde e Assistência (hoje Minascentro) e no Fran-cisco Nunes, principal teatro da época.
Entre mostras e concursos, os festivais tinham como padrinhos, músicos e bandas vindas do eixo Rio - São Paulo, como Zimbo Trio, Tamba Trio, o saxofonista Vitor Assis Brasil e o pianista Guilherme Vaz. Orquestras mineiras foram criadas para estes eventos como a do Maestro Figo Seco, e do Maestro Peruzzi.
Uma nova geração de instrumentistas viriam se juntar a eles: Wagner Tiso, Paulo Braga, Nivaldo Ornelas e Milton Nascimento. Este encontro se deu na boate “Berimbau” do Edifício Maleta, centro de Belo Horizonte, reduto da boa musica e do jazz no final dos anos 60 - pré Clube da Esquina.
Outros grandes nomes dessa geração eram: Hugo Luiz, Maestro Torres, Maestro José Guimarães, Getúlio, Dino, Plínio, Washington, Pedro Mateus e Luizinho da Guitarra. A maioria desses músicos foram uma grande referência para o guitarrista mineiro Toninho Horta, que hoje tem carreira sólida no exterior.
Nas últimas décadas, desde os Festivais de Inverno de Ouro Preto há 30 anos, foram desenvolvidas inú-meras iniciativas para a divulgação da música de qualidade. Surgiram instrumentistas que ao mesmo tempo são compositores e que desenvolvem suas carreiras gravando discos e se apresentando ao vivo. São eles: Marcus Vianna, Túlio Mourão, Gilvan de Oliveira, Geraldo Vianna, Cleber Alves, Juarez Moreira, Yuri Popoff, Chico Amaral, Celso Moreira, Beto Lopes e outros.
Hoje Minas Gerais é o estado onde mais se promove os festivais de jazz no Brasil. Vale a pena lembrar que o I Seminário Brasileiro da Musica Instrumental, idealizado e organizado por Toninho Horta e UFOP na cidade de Ouro Preto foi marco na história da musica instrumental em julho de 1986. Várias trabalhos foram desenvolvidos a partir do intercâmbio e estudos práticos e teóricos de musica, entre profissionais e estudantes de todo território brasileiro.
A cidade de Belo Horizonte recebe todo mês artistas de fora, mas também promove as pratas da casa.
Para Toninho, “a prata” é “ouro”. O seu grande desejo atual é de dar um suporte maior aos mantenedores desta corrente musical singular e de inspiração infinita, que é o jazz de qualidade que se faz em Belo Horizonte.
Toninho Horta é hoje o guitarrista brasileiro com mais atividade no cenário do jazz internacional, com participações em festivais, teatros e clubs, e ministrando workshops em escolas de musica e conservatórios.
Por esta sua representatividade musical e cultural, além de sua intensa luta com a música de qualidade e as futuras gerações de instrumentistas, com certeza este projeto dará um grande avanço na consolidação da música instrumental e do jazz que se faz em Belo Horizonte para o mundo.
Produção:
Terra dos Pássaros
31-3463-6374
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